13.12.11

A pele que habito (2011)



No último fim de semana assistimos ao excelente e mais novo filme de Almodóvar. Unindo seus musos do passado (Marisa Paredes e Antonio Banderas) e Elena Anaya e assuntos talvez antigos em sua filmografia que não eram abordados no passado, a meu ver já que deixei de ver vários filmes mais novos. O filme é baseado no romance Mygale de Thierry Jonquet.

O que faz a diferença entre diretores normais e um grande diretor é justamente saber escolher seus atores, arrancar deles a melhor atuação possível além de claro se preocupar com outros detalhes que deixam o filme ainda mais perfeito como fotografia, músicas, ambiências e principalmente os assuntos a serem abordados. Se tratando de Almodóvar é tudo pertinente.
Banderas, como Dr Ledgard está perfeito e emociona, fiquei com pena dele várias vezes pois apesar de toda sua inteligência e aplicação para sua pesquisa e seu jeito cheio de si, carrega uma mágoa profunda pois mesmo pessoas geniais tem coisas fora do seu alcance por mais que se esforcem. A morte de sua esposa foi uma delas, o acidente que queimou toda sua pele também. A doença da filha que assistiu ao suicídio da mãe, o estupro e o fato do Dr Ledgard ter encontrado ela por primeiro e acabar se tornando o alvo do medo da filha.

Pode ser considerado um filme de terror/suspense e também um melodrama com um trágico e inesperado pra mim que fui enganado, muito provavelmente pela simpatia que peguei pelo Dr Ledgard e sua Vera. Fui dominado pelo sentimento de ver o personagem enfim ter descanso, e teve mas não da forma que esperava.

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