Recife Diaries 20/04
Esta Segunda Feira e Terça Feira foram dias bem corridos e ativos. Trabalhei na parte da manhã e após o almoço eu peguei uma van que me largou as portas do meu outro banco. Este maldito banco me fez mais uma vez esperar uns 45 minutos para ser atendido e dar com os burros n´agua. Sai de lá incrivelmente irritado e fui para o apartamento para arrumar a mochila com roupas para uma viagem de 1 dia de duração. Acabei tomando uma cerveja de tão raivoso que estava. Lá pelas quatro e meia peguei um onibus até o aeroporto com mochila nas costas. Na bagagem poucas coisas.
Pegamos o avião vinte para as sete da noite com destino ao rio, chegamos as nove e, as dez horas da noite estávamos no hotel. O taxi que nos trouxe me deixou pensando que realmente o avião não é o meio de transporte mais perigoso que existe. Larguei as coisas no quarto e sai para comer algo ali nas redondezas. Estava no hotel Guanabara, bem pertinho da Igreja da Candelária, uma linda igreja porém manchada de sangue, muito mais que as outras igrejas católicas. Foi lá que houve aquele massacre de crianças de ruas anos atrás. Comi um sanduiche e tomei um chope e pelas poucas coisas que vi ali na Av Rio Branco fiquei bem deprimido com a cidade maravilhosa. Voltei pro hotel e tomei um banho quente que não tomava desde que estava nos hotéis. Me deitei na cama e aproveitei da Tv a cabo e de um colchão que não afunda como o meu.
No outro dia acordei as cinco, tomei banho, arrumei as coisas e desci para o café da manhã. Depois de fechar a conta me direcionei para a Rua da Alfandega onde acompanhei uma analista de sistemas que me ensinou algumas coisas a respeito de um software que irei trabalhar. No almoço comi uma lasanha maravilhosa e vi vários prédios antigos, gente bonita(coisa rara por aqui) e aproveitei um pouco para descansar. O pessoal do Rio era bem gente fina e me fez sentir em casa. Perto das duas da tarde peguei um taxi e me dirigi para o Galeão, estava com medo de engarrafamentos(tinham dois feriados no Rio) e era quase certo que isto aconteceria, tanto é que mesmo indo adiantado pra lá ainda peguei um certo tráfego intenso. Consegui ver poucas coisas no Rio, vi tudo da janela do taxi assim como foi quando estive em Brasilia. Lá no aeroporto não consegui entrar numa lan para conversar com Summer e fiquei triste. Descobri ainda que tinham "hackeado" minha conta e alguém estava tentando se fazer passar por mim. Logo Summer entrou, trocou minha senha e tudo praticamente se resolveu mas fiquei muito puto com isto.
Vinte para as sete eu e meu colega pegamos um avião que nos deixaria em Confins nossa próxima parada antes de pegarmos as onze horas o voo para Recife. A aterrisagem foi apavorando, o avião praticamente desceu quicando e deu um susto em todo mundo. Em Recife, mais tarde aconteceria algo parecido, foi emocionante. Descemos e ficamos no aeroporto tomando chope, pois precisávamos fazer alguma coisa pois tihamos 3 horas de espera pela frente. Neste meio tempo vi uma criança de 4 meses e morri de saudade do Heitor, enchi os olhos de lágrimas e fiquei muito puto da situação. Mesmo assim, a estadia por lá foi agradável, pior seria se ficássemos nos queixando de tudo. As onze pegamos o avião para Recife e após os amendoins e o refri que deram eu capotei pra acordar sobrevoando Salvador e logo depois estávamos descendo no Guararapes. Peguei um taxi e fui pra casa. Na Televisão estava dando o filme aquele "Reis do boliche" que é hilário, até liguei pra Summer para avisar mas ela preferiu dormir.
A terça foi um dia bem chato. Tomei um café da manhã onze e meia da manhã e li o maravilhoso Flashback do Timothy Leary. No trecho ele fazia uma sessão com Allen Ginsberg e Jack Kerouac e comprovei que ele é um mala. Não fui com a cara do On the road e, nesta seção com o Kerouac foi a primeira bad trip do Leary. No meio da tarde meu amigo Zé apareceu por lá e demos uma volta na beira da praia, tomamos umas cevas e voltei para a padaria para "jantar+almoçar". Fui pra casa e tentei dormir mas foi lá pelas duas horas que consegui pregar os olhos.
A situação da minha contratação está ainda muito complicada. A situação financeira periclitante e ainda não consegui comprar as passagens para visitar meu filho e Summer. Tento enfrentar tudo com otimismo, rindo de mim mesmo as vezes mas é bem complicado. Sábado que vem tem show do Mundo Livre S.A. e serviria como terapia mas ainda não sei se conseguirei ir em virtude da situação absurda que estou.
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