18.4.10

Abril pro Rock 2010

Ontem sai de meu retiro espiritual e fiz minha primeira Night em Recife. Fui no supermercado e devia a chuva que cobria Recife já tinha dado fim minha ida ao Abril pro rock. Quando cheguei no Ap tinha um pessoal aqui e conheci um magrão, o tal de Cabo Zé que iria, gostava de rock e é uma exceção ao povo daqui.

Fomos na padaria comer, peguei dinheiro e vim pro ap de novo para tomar banho e em breve ele pintou por ai. Tomamos umas cevas, me preparei e saimos, na chuva para pegar o ônibus aqui por perto. Descemos um tanto longe do centro de convenções de recife e fomos caminhando na chuva novamente. Compramos duas estudantis e dei azar pois me pediram carteirinha e tive que voltar as bilheterias. Porém o gauchismo falou mais alto e quando pedi a troca, o cara me perguntou se eu era gaúcho e acabei pagando bem menos pela inteira.

Quando chegamos a banda Bugs tava tocando já conhecia eles de muito tempo mas não me chamou muito atenção. Preferimos andar pelas bancas, pegar ceva, ir no banheiro e verificar o povo todo. O palco era enorme, aliás, dois palcos, enquanto uma banda tocava uma equipe preparava o palco ao lado para a próxima banda, coisa chique pra caramba. As bancas com tatoagens, bebidas, comida, artesanato e etc também eram muito legais e deu vergonha dos shows que ia em Porto Alegre.

Depois entrou o Zeca Viana, músico local que também não agradou muito. O som era cheio de teclados e arranjos diferenciados e acho q o pessoal da mesa de som e PA não estava muito a vontade. Perto do final do show a qualidade melhorou.

Depois do Zeca veio uma das banda que eu mais esperava que era a Vendo147 do meu grande amigo o baiano Dimmy que tocava nos Honkers e dividimos o palco no longínquo 2005, em pleno carnaval. Já começaram com a única música que conhecia deles e começou bem pra caraleo. Além de dois bons guitarristas, um baixista cheio da técnica que apesar de usar um baixo de 4 cordas lembrava bastante o Suicidal Tendencies, pelo menos na técnica. Os dois baterias, Dimmy e Glauco Neves que compartilham o bumbo e outras partes do kit é um show a parte. Tocam um de frente pro outro e espancam as peças da bateria de forma surreal. Com certeza foi um dos shows mais aplaudidos e esperados da noite pelo povo que estava ali na frente do palco, como eu. Terminaram o show ovacionados pela multidão que estava começando a lotar as dependências do centro de convenções

Depois deles surgiu a Nevilton que nem sabia que tocariam e foi uma grande surpresa. Apesar de eu ter gostado muito das coisas que escutei deles e serem uma banda muito massa o show não foi grande coisa. Talvez o palco maior, sei lá, algo não tava legal.

Depois deles surgiu outra grande surpresa da noite, o The River Raid. Banda de Recife e começou o show com uma música muito foda de deixar de pau duro qualquer um. Lembrava um pouco aquela fase "Rocks" do Primal Scream. Guitarras, teclados, tudo de bom e foi uma ótima surpresa o show deles. Já conhecia eles de quando a banda começou mas nunca prestei muita atenção mas o show foi ótimo. Depois dele, pelo roteiro do Abril veio a Plastique Noir e acho que aproveitei para ir no banheiro. NA verdade não aproveitei pra ir no banheiro mas, aproveitei a "camaradagem" do pessoal de Recife e falei com o maior índio de toda minha vida. Dava pra encher a mão completamente, fiquei muito transtornado.

Depois deles veio outra grande surpresa para mim. Não me lembrava que o Wado tocaria e o show dele foi absurdo. Muita gente cantando e dançando incluindo eu. Ele fez um show rápido pois infelizmente era um dos que fariam aquele showzinho curto de aproximadas meia hora. Certamente deviam ter colocado ele pra fechar a noite ao invés da merda do Pato Fú, ou mesmo o caraoque da Africa Bambaata. O show se calçou nos 3 discos porém dando mais Ênfase aos dois últimos. Chega a ser incrível o que o pessoal gosta e fiquei lembrando do Vignoli, que seria uma das poucas coisas em matéria de shows que ele poderia me invejar. Tu ia curtir magrão, tava foda.

Depois veio o Institudo Mexicano del Sonido que era uma coisa similar ao LAB, ao LCD Soundsystem eu diria no estilo do som. Baixo, bateria e teclados e um magrão cantando tentando ser o mais simpático possível. Uma hora falou um nome muito importante aqui pro pessoal e diria para mim também "RIP Chico" e foi ovacionado. O som não era grande coisa mas deu pra dançar porque neste estágio, depois do show do Wado, tudo era permitido.

Depois teve outro dos grande shows da noite e o segundo em longa duração. Várias cantoras dividira o palco com a banda mas com certeza os grandes momentos foram com a maravilhosa Nina Becker. Marina de La Riva foi a primeira e fez uma grande performance, depois chamou Nina que cantou algumas músicas e chamou a próxima convidada Lurdez da Luz e finalizou com Karine Carvalho a mulher de Rodrigo Amarante. Era muito engraçado ver a caira do baixista secando as cantoras. Fato que tanto ele quanto o baterista e o guitarrista estava muito felizes com o show.

Depois disso vieram Afrika Bambaata que achei hiper meia boca. Não vejo graça alguma em shows com tudo gravado e pronto e por muito menos que isto odiei o primeiro do Placebo mas o publico gostou muito. Neste momento eu não aguentava mais de cansado e só estava pensando na minha humilde cama. Quando ia começar o Pato Fú o povo já estava tudo indo embora e eu fui também. Na volta, rachamos um taxi, nao tinha onibus e viemos cantando músicas do Otto, com outro nativo.

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