
A cineasta Kathryn Bigelow poderia ser considerada quase uma anonima se não fosse seu primeiro filme(Caçadores de emoções) e o fato de ser a ex-esposa de James Cameron. Atualmente o nome dela está sendo falado por todos os cantos em virtude de fazer um filme de baixíssimo orçamento(se comparado com Avatar) e o mesmo estar competindo de igual pra igual com o Avatar, o filme maior orçamento e bilheteria até hoje. Depois de assistir ao último filme dela suspeitaria de alguns fatores para explicar as vitórias no National Society of Filme Critic e as indicações ao Oscar mas, deixarei para o final.
No Brasil este filme em primeiro instante foi direto para as locadoras e só foi parar nos cinemas em virtude das indicações ao Oscar de 2010. Muito disso vem do fato que todos os filmes feitos sobre a guerra do Iraque não foram grandes coisas. Inclusive até o Sam Mendes pisou no tomate neste assunto. Porque com este seria diferente? Não sei, e depois de assistir ao filme posso até dizer que foi bem melhor q todos os que vi sobre a guerra ao terror mas mesmo assim estou achando que ele estar concorrendo cabeça-a-cabeça com o Avatar, o típico filme queridinho do Oscar tem algo mais do que apenas o filme.
Podemos dizer que eu esperava bastante em virtude de tudo que vem acontecendo e talvez seja por isto que não tenha me emocionado tanto. Fato que é um bom filme, nível muito alto e tal. Em todo ele fiquei apreensivo, nervoso, preocupado pois é impressionante a carga de tensão que ele carrega, do início ao fim. É um thriller de ação dos bons. Mostrando o dia a dia de uma esquadrão anti-bombas trabalhando no Iraque a diretora quis mostrar o que a guerra pode causar a algumas pessoas. O vício por aquela atmosfera de tensão. A guerra ser mais importante para algumas pessoas que o próprio país e principalmente que a própria família.
Tudo começa com a morte de um dos técnicos em desarmamento. O antes cuidadoso técnico e solícito com a equipe morre e é trocado por um técnico melhor porém muito mais frio, despreocupado e que coloca todos em perigo a todo momento. A cada cena os dias restantes daquela equipe em solo Iraquiano é mostrado na tela e a cada dia cada soldado tem menores esperanças de voltarem vivos. Várias cenas muito boas de desarmamento, armadilhas e etc. Aos poucos o filme vai mostrando que o novo técnico é completamente viciado no que faz. Não consegue se sentir bem em casa e ama mais a guerra do que sua esposa e seu filho.
Na verdade apesar das minhas ressalvas o filme é muito bom mas suas indicações me causam estranhamento pois o Oscar sempre foi o prêmio para as bilheterias, orçamento e não necessariamente o filme bom, o filme de arte, enfim. Antes de assistí-lo ainda tinha esperança de encontrar uma obra de arte, um filme maravilhoso e indiscutívelmente bom para fazer todos os críticos escolherem ele de azarão. Na verdade o filme é bom mas, nada fora do comum. Estes dias li uma entrevista com a diretora me parecia muito que ela queria mostrar para as pessoas que ao contrário da guerra do vietnãm e outras guerras, a guerra do Iraque era de voluntários. Resumindo os soldados que lá estavam tinham optado por aquela vida. E que estava na hora do pessoal pensar nisso. Nas entrelinhas eu vi que ela estava quase chamando os soldados americanos de assassinos mas é claro que ela não pode dizer isto. E acho também que é por isto q o filme está causando todo este alvoroço para chamar atenção a este fato.
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