17.2.10

Sicko - 2007



Na Terça de noite assisti ao Sicko o documentário de Michael Moore que aborda a situação dos planos de saúde dos Estados Unidos. Já estava um tanto preparado para o que viria. "Tiros em Columbine" eu gostei bastante e continuo achando que foi o melhor documentário que vi dele pois apesar das "forçações de barra" foi o que menos abusou do fator emocional. Além disso gostei da forma como foi conduzido. O Farenheit 9/11 apesar de trazer imagens e informações chocantes até certo ponto(mesmo assim muito pouco era "segredo" para mim) o que estragou um pouco foi o fator emocional, as mães chorando e toda aquela ladainha da guerra. Ninguém é criança de achar que o Bush é uma exceção ou mesmo que a guerra do Iraque era um desejo dele apenas. Moore também não fica muito atrás porque ele manipula um pouco as coisas em seus filmes. Na verdade acho que ele gosta de chamar os americanos de burros ao invés de culpá-los por muitas coisas erradas que eles causam ou, que acontecem dentro do seu pais.

Em Sicko começa tudo exatamente da forma como não gosto ou seja, apelo emocional. Os depoimentos de pessoas que tiveram problemas com os planos de saúde leva tempo demais. Mães e esposas chorando(óbvio que não apareceu um caso de um homem chorando pela mulher não atendida porque não teria o "efeito" desejado) com depoimentos verdadeiros porém chegou um ponto que já era desnecessário. A partir deste momento quando estes depoimentos acabaram e o filme se fixou nas entrevistas com americanos que trabalharam nas empresas de saúde, americanos erradicados em outros países e estrangeiros falando do sistema de saúde de seu país o filme ficou bem melhor. Ponto para Moore que mostrou onde começaram os problemas por lá e tentou demonstrar o que acontece de diferente nos outros países e porquê nos EUA as coisas não funcionam.

Os melhores momentos foram quando Moore mostrou com uma legenda em cima de cada congressista o valor que eles tinham ganho das empresas de saúde e farmaceuticas. Fiquei imaginando e tentado com a idéia de mandar um mail para sugerir que ele fizesse um filme sobre as chinelagens que houveram nos últimos 20 anos de política no Brasil. A entrevista com Tony Benn chega a dar gosto de ver, é bonito quando você vê um político inteligente e íntegro falando. Perto do fim do filme Moore leva diversas pessoas que trabalharam ajudando as vitimas dos atentados de 11/09 para Guantanamo e depois para Cuba. Estas pessoas hoje sofrem de doenças respiratórias e outros traumas e o governo americano nega ajuda a eles. O mote do lance todo fica por conta de que os terroristas e "inimigos" presos em Guatmo tem todo atendimento médico necessário e muito melhor que os americanos médios. Depois fica a combinação com Cuba que acaba cuidando deles gratuitamente e também o fato de que os cubanos, comunistas deveriam ser os inimigos dos americanos.

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