5.2.10

The Road(2009)


Depois de quase 4 anos de espera finalmente terminei de assistir a este filme, baseado na Obra* de Cormac McCarthy.

Para quem não conhece nem o filme, nem o livro, nem o escritor eu dou os pormenores. O livro "The road"(A estrada) foi lançado em 2006 e foi o livro que deu o "National Book Award" do National Book Critics Circle Awars e o Pulitzer de 2007 para Cormac McCarthy. O livro narra um período na vida de um pai e um filho em um mundo devastado por um holocausto. Este holocausto assim como nome do pai e do filho não são mencionados. O mundo com poucos seres vivos habitando onde os poucos sobreviventes vivem numa miséria completa em todos os sentidos, muitos deles canibais. Mesmo os considerados "bons" aos poucos vão perdendo a humanidade e vão se tornando figuras selvagens. O pai tenta ensinar ao filho como se proteger neste mundo e a estória toda gira em torno deste episódio de sobrevivência sem saber se vale a pena ou não sobreviver.

O filme retrata com grande fidelidade a estória do livro. Continuo pensando que boa parte da mensagem de ambos(filme/livro) só entende quem é pai. Pra mim foi uma experiência incrível. Na época que li eu era um pai fresco e mesmo assim fiquei transtornado, se eu tivess lido hoje possivelmente teria me emocionado muito mais. Existem várias mensagens nas entrelinhas ou interpretações que pude tirar ali das imagens mas que deixarei para outra hora. Viggo Mortenssen está muito bem, assim como seu parceiro Kodi Smit-McPhee. Infelizmente a belíssima Charlize Theron aparece muito pouco no filme inclusive poderia possivelmente nem existir o seu personagem no filme ou no filme. Me ví várias vezes chorando, lembrando e sentindo saudades do Heitor. As cenas finais inclusive me lembraram muito o que aconteceu comigo e com ele em Dezembro de 2008 e o que vai acontecer este fim de semana em que ele faz aniversário.

Como falei antes, o filme é bem fiel. Acho que o mérito todo é ser uma coisa meio inadaptável para o cinema. Boa parte dos livros do McCarthy possuem poucos diálogos, poucas explicações e que a meu ver prejudica um pouco sua transposição para o cinema e este foi um grande exemplo. Não poderia dar uma boa nota para o filme pois como falei antes acho que só entende ou se emociona com o filme/livro quem tem uma experiência paterna.


* Obra, com letra maiúscula foi proposital em virtude de se tratar de um dos maiores livros já escritos.

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