1.4.10

O fantasma sai de cena - Philip Roth



Não é a primeira vez nem será a última que lerei o Roth e me identificarei com as coisas que ele escreve. É difícil saber se me sinto "parecido" com ele ou com seus personagens e o livro fala muito a respeito destas confusões entre o escritor de ficção e os personagens e estórias que cria.

A intolerância de Zuckerman me é familiar. Infelizmente não tenho a presença de espírito ou a genialidade dele para fugir dessas situações mas estou me virando bem eu diria. Esta intolerância me afasta de quem e do que não sinto falta e prefiro ainda ser só que compartilhar meu tempo com eles. Me irrito muito com falta de personalidade própria e principalmente com pessoas "atuando" e fotocopiando outras pessoas. Não se restringe a classes sociais, cores, ambientes mas são alvos facilmente definíveis e identificáveis para mim.

Quanto ao lado sexual dos personagens de Roth, mais precisamente Zuckerman me identifico muito, não apenas neste mas em outros livros. Neste livro ele com 71 anos se apaixona por uma moça que nem trinta tem. Se afeiçoa pela beleza mas principalmente pelas idéias e de uma imagem que ele mesmo idealizou de Jamie. Eu me apaixonei perdidamente por uma mulher e principalmente por sua inteligência, seu caráter e sua lealdade e não me refiro apenas a este amor em minha forma de identificação. As fantasias malucas e principalmente a forma como Roth detalha suas fantasias e as descreve mentalmente.

Sinto-me deveras grato a quem me "apresentou" Philip Roth. Cabe ressaltar que uma vez chorei tanto lendo determinado trecho de um livro dele que quase fiquei ofendido com a sugestão mas hoje sou grato, com absoluta certeza.

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