29.3.10


Recife Diaries 26/03

Mais um dia com absolutamente nada pra fazer. Decidi ir para a parte "velha" de Recife. Peguei a mochila, mp3player e tomei o PE-15 Boa Viagem com destino norte. No caminho acompanhei pelo mapa e fui admirando os prédios, pontes, rios e etc. Quando já estava na ilha Joana Bezerra decidi ir até o fim da linha. Lembrei que o limite entre Olinda e Recife era pouco mais acima do que tinha ido na semana passada.

O ônibus foi indo e acabei entrando em Olinda. Comecei a ficar emocionado com tudo que iria ver. De longe avistei prédios e edificações de 4 séculos de idade. Infelizmente o ônibus passou muito longe de tudoe o terminal de fim de linha era um tanto longe da parte bonita de Olinda.

Me arrisquei a sair do terminal nas fiquei com medo de ser um prato cheio para assaltantes. A zona era realmente uma zona. Acabei pagando nova passagem para voltar ao centro de Recife. A volta foi igualmente massa e acompanhei pelo mapa por segurança.

Desci na praça Olavo Bilac após ver o prédio da faculdade de direito. O prédio é incrível lindo mesmo.
Almocei na Confraria dos Poetas e obviamente foi por causa do nome que parei ali. Como era Sexta Feira decidi tomar uma Skol de garrafa, a melhor cerveja do Brasil. A confraria fica na rua Sete de Setembro quase esquina com Riachuelo.

Depois do almoço mandei a segunda carta via correio desta vez para Summer. Decidi procurar as lojas de instrumentos.

Na R. Concórdia uma concentração de "lojas Bahia Style" de um lado, do outro as piores putas da face da terra. O início da rua é bem bonito, é na beira do rio, uma paisagem linda. Mais para baixo várias lojas e vi um Vox maravilhoso ao lado de um Fender Deville enorme. Na maioria das lojas os violões tinham o mesmo preço que encontrei no shopping e com cordas de nylon que simplesmente odeio ao menos para mim tocar.

Na Venesa Eletrônica encontrei algo de qualidade e incrivelmente barato. Decidi entrar numa lan house para ver meus e-mails e contatos do novo emprego. Conversei com Summer e verifiquei algumas coisas. Descobri que certas coisas que fiz inconscientemente magoaram uma pessoa muito importante para mim. Nem sempre evitar ódio, brigas e coisas ruins são aceitáveis. Lembrei que já fiquei muito triste com um amigo meu pelo mesmo motivo. Aconteça o que acontecer sempre tentarei me afastar de sentimentos ruins e negativos. Mesmo assim podemos sempre viver em harmonia, assim espero.

Quando vi que estava ficando tarde voltei a loja e levei o violão com capa e outro desconto ainda mais incrível. Mais tarde, no hotel descobri que o violão era elétrico e tinha afinador embutido e não sei se o vendedor se enganou ou não, tomei com um presente.

Atravessei o centro e toda Av. Boa Vista até chegar na Av.Gov Agamenon(que na semana passada entendi como agá menor, ou "h" hshshs). Lá peguei o ônibus incrivelmente suado. Impressionante o calor aqui + uma mochila + um violão + tumulto + cabeça fritando de problemas.

Cheguei no hotel e tomei um banho um dos últimos "quente" já que minha próxima morada o chuveiro deve ser um cano que sai água. Por que como meu "senhorio" falou "aqui em Recife todo mundo toma banho gelado". Depois fui num lugar bem legal uma padaria "classe média alta Records". Tinham vários caldeirões com sopa e o pessoal servia seus "potes", pegava pãezinhos torrados, pesava e comia lá mesmo. Finalmente descobri que torrada aqui é Misto quente assim como em 95% dos lugares fora do RS. Ia comprar as cervejas ali mesmo mas o programa do caixa Tabajara não reconheceu meu cartão. O cara que estava atendendo(supostamente o dono do lugar) passava meu cartão como se estivesse virando a alavanca de uma gilhotinha. Tristemente ele ainda disse "teu cartão está com problemas" e eu falei "só aqui no teu leitor" e ele ainda retrucou. Se fosse nos Estados unidos seria processado. Por um lado foi até melhor, a cerveja era bem cara ali.

Voltei para o hotel pela beira da praia aproveitando minha última noite por lá. Falei com o Heitor no telefone, uns 30 segundos e quase morri de saudades. Saudade que dói muito, lá dentro.

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