Recife Diaries 22/03/2010
Depois do café tomei um banho e peguei o ônibus "Aeroporto" para visitar mais uma vez os pensionatos, pousadas que conheci no Sábado. Finalmente conversei com o dono da "Studio Residence" a mais provável futura moradia. É um tanto assustador o lugar mas o foco a intenção é justamente gastar o mínimo possível numa moradia.
Sai de lá a dois passos de conseguir e no momento que escrevo isto, seis da tarde aqui e tipo, oito horas ai, ainda nada certo. As sete meia ligarei novamente e confirmarei tudo.
Almocei no mesmo lugar de Sábado e voltei caminhando. Quando cheguei no Mercure meu cartão não funcionou. Fui até a portaria e descobri que minha estadia lá havia terminado. Depois de algumas ligações descobri que me mudaria para outro hotel, o Recife Internacional. Já estava adorando aquele lugar e me mudei para algo supostamente melhor. Cinco estrelas porém sem lavanderia Self-service. No Internacional custam R$ 7 por peça de roupa e lembrei que tinha comprado sabão em pó para lavar tudo mas atrasei tanto que perdi a barbada de lavar minhas roupas numa máquina. Lavei cuecas, meias e camisetas na pia do banheiro e serei banido daqui se descobrirem isto. Uma vez chinelo, sempre chinelo.
Hoje vi imagens na televisão e chorei de saudades do Heitor e já fazem dias que vejo filhos e mães, filhos e pais, famílias e fico emocionado. Hoje foi o auge da saudade e me dói muito ainda ter preparado um mundo para meu filho. Um mundo infelizmente com alicerces de papel que se manteve por muito pouco tempo. A única coisa que me consola e motiva é tentar aqui construir o futuro dele e aqui só depende de mim e tenho certeza que dessa vez dará certo.
Tem outra coisa apavorante aqui. Nono andar e uma sacada que é daquelas que dá vontade de pular, sempre senti isto a grandes alturas, um medo incrível.
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