
O Psicólogo(Shrink) - 2009
Já faz um bom tempo que sou hiper fã de Kevin Spacey. A postura junkie fora das telas, o olhar altamente sarcástico e irônico e qualquer filme com ele pode ser uma garantia de algo que eu goste. O Psicólogo além de ter os olhares citados, traz também Kevin Spacey fumando muuuuita maconha e com a irreverência habitual mesmo se tratando de um papel sério, um personagem com problemas enfim.
Henry Carter(Spacey) é um psicólogo que "cuida" de celebridades numa Hollywood que deveria ser glamurosa porém vários detalhes no filme mostram que apesar da "imagem", tudo é apenas uma maquiagem, uma farsa, uma névoa se analisarmos a fundo. Lançou um livro falando sobre Felicidade porém no fundo de sua alma carrega a dor de ter perdido a esposa amada em virtude de um suicídio, uma derrota incrível para um psicólogo conceituado que lida com celebridades e tem na bagagem um livro amado e muito bem vendido. Para amenizar toda culpa e dor passa praticamente o dia inteiro fumando todos os tipos de maconha compradas de seu amigo e traficante "Jesus".
Mesmo com amigos, clientes e família preocupadas com seus hábitos recentes ele é cético quanto ao consumo da droga. Além disso não consegue dormir na cama que anteriormente dividia com sua esposa. Apesar de tratar quase que 100% celebridades, pessoas de sucesso ele recebe de seu pai uma nova paciente. Uma menina que perdeu a mãe recentemente em virtude de um suicídio. O tratamento da menina acaba fazendo com que o psicólogo descobra muitas coisas. A primeira é que apesar de ter escrito um livro sobre a felicidade, o próprio livro apenas vende porém não ajuda a ninguém. Nem mesmo as sessões de terapia que ministra aos pacientes não os ajuda. Ele chega a determinado ponto em uma entrevista na televisão que rasga seu próprio e pede que ninguém compre o seu livro pois ele é um embuste e não ajuda a ninguém. Neste momento que muitas coisas ficam claras dentro de si, os problemas dos pacientes a redenção de alguns, a libertação de outros acaba por trazer uma reviravolta muito grande em toda trama.
É um bom filme. A trilha sonoro também é muito legal e como falei, é um filme de Kevin Spacey.

Gamer - (2009)
Este filme traz Gerard "This is Sparta" Buttler no papel principal e é um filme que lembra algumas coisas do Matrix. Ele está um pouquinho acima daquela categoria "sessão da tarde" pois tem alguns atrativos no decorrer da trama e, também com os efeitos especiais porém é raso como um pires.
A estória gira em torno de um game que utiliza pessoas reais e presidiários com células implantadas que permitem que pessoas de fora controlem seus "bonecos". O primeiro jogo, Society é um jogo para que as pessoas escolham um alter ego e realizem suas fantasias sexuais e sociais controlando outro ser humano em um ambiente real onde tudo é permitido. O jogador escolhe as roupas, onde ir, as falas e tudo mais e se diverte apenas assistindo e tendo sensações. O segundo jogo, Slayer o jogador escolhe um "soldado" numa área de guerra e tenta sobreviver e passar de fases, neste caso também controlando um ser humano. Neste caso o controlado é um ex presidiário que aceita os termos do contrato onde tem a promessa de ser libertado se consegui chegar ao final do jogo. A ironia é que eles são controlados por outros seres humanos e é quase impossível chegar ao final. Ainda existe a situação em que um atraso no envio da informação faz com que os controlados sejam mortos sem chance alguma de sobreviverem.
Tanto um quanto outro são uma febre mundial e o criador Ken Castle se torna quase automaticamente o maior bilionário da terra. Aos poucos uma pequena parcela da população começa a hackear os sistemas virtuais para tentar alertar a população do crescimento do controle de Castle nas outras pessoas e na falta de ética que os jogos trazem aos humanos.
Como falei antes os efeitos são bem legais e a idéia do jogo Society é muito legal. Poderia inclusive ser feito com realidade virtual com a qualidade e sofisticação que temos hoje, nem precisaríamos controlar pessoas. As cenas dentro do jogo são altamente insinuantes e foi o ponto mais alto do filme.
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