7to9 - Mexican Tour diaries
Tudo começou as 16h de Sábado. O jax apareceu lá em casa e eu já tinha colocado latas e latas no congelador para o possivel aquecimento enquanto aprontava mochilas, testava os cabos, guitarra e etc. Quando o jax chegou escutamos uns Scott Walker e como já tinha previsto ele ia gostar bastante, é identificação instantânea. Escutamos também Wry, Pin Ups e ficamos nos lembrando de uma vez que um cara tava se queixando que hoje em dia não existia mais músicas boas, que antigamente q era bom. A ceva nunca era suficiente, muito calor e logo minhas coisas estavam prontas. Tentei a torto e direito imprimir umas capas para o nosso cd, para vender lá no show mas perdi pra impressora e pro Windows.
Quando eram perto das seis horas o jax saiu. As cervejas tinham acabado e estávamos com receio de não encontrarmos o Fabricio, tinha que buscar as meninas também. Aproveitei e fui tomar meu banho. Quando eles chegaram Summer, jax e a Tati, ficamos na minha sacada tomando ceva. A ceva ainda não estava na temperatura acima do ideal mas, emborcamos assim mesmo. Além do Fabricio, a van também tava atrasada. Ligamos pro pessoal da Bas-Fonds para pedirem pro cara da van nos ligar. Rolou, ele tava em Sapucaia ainda e foi passar na minha casa já eram oito e pouco. O Fabrício mandou uma mensagem perguntando que horas a van saia. Liguei pra ele e pegamos ele um tanto contrariado na esquina da prefeitura. Dae fomos pra ultima parada antes da fronteira do Mexico. O Vagner estava na embaixada da Bas Fonds e já estava meio em chamas.
Antes de sairmos de Canoas passamos num posto esperto porque o mijo, digo a ceva já tinha acabado. Dava pra ver na cara de alguns um desanimo de abstinencia alcólica, sei lá. Pegamos as biras e logo estávamos atravessando a fronteira de Porto Alegre com o México praticamente sobrevoando as belíssimas ilhas do Rio Guaíba. A viagem foi rápida mesmo não sei qual o Worm-hole que pegamos mas funcionou. Peguei um ventinho mais que esperto no caminho, van rules.
Descarregamos toneladas e toneladas de equipamentos e quando entramos no bar fiquei um tanto assustado. Era muito pequeno, muito mesmo tipo, metade do Paideia a parte onde tinha o palco, balcoes e tal. Na verdade já diziam os japoneses "tamanho não é documento" mas, fiquei assustado. Largamos as coisas e como não tinhamos nada para arrumar, boa parte dos equipamentos eram dos Canoenses a gente foi procurar um xis para comer. Não sei se fizeram uma pegadinha com a gente mas, o xis, na minha opinião de guri de xis é que era uma legítima bosta. O xis também estava quente pra caramba, o xis o lugar e tal, uma hora fui no banheiro e pensei "o inferno deve ser em alguma porta por aqui". Decidimos voltar para o bar.
No caminho batemos um papo com os índios e o Vagner usou a velha pegadinha do telefone e fugiu com ele e nunca mais voltou. Depois de algum tempo, cervejas, detectamos q o amigo tinha desaparecido. Montamos uma equipe de busca e a dupla Eu e Summer encontramos ele, uns 50 mt do bar sentado com aquela pocinha de vomito característica de alguém querendo viver a noite toda em cinco minutos. Fugimos na ponta dos pés. Não sei q diabos aconteceu mas caimos no conto da primeira banda ser os locais e que, como o dono do bar era o baterista eles seriam os primeiros e tocariam apenas 30 minutos. Fato que isto não aconteceu e ficamos lá bebendo, conversando e esperando o tempo passar. Uma hora tentei ir lá ver algo do show e tal mas não consegui, muito lotado.
A Bas Fonds tocou por segundo, rolou até umas tratativas para ver quem seria o segundo. O Gustavo estava em jet lag e tinha ido de carro, seria justo a gente tocar por primeiro em virtude dele e o Fabricio mal tinha chego em Eldorado e já tinha arranjado um lugar pra dormir. Dae a Bas Fonds tinha alguem de Caxias na banda e foram os segundos. Em determinado momento, estavamos sentados do outro lado da rua, no chão, esperando a hora. Não tinha mais pique pra ver ninguem tocando, na real eu nao vi as bandas tocarem, algo estava estranho porque geralmente dou um bico.
Fizemos um set list com apenas duas inéditas. Entramos e montamos as coisas rapidamente. Tive uns problemas pq tinham dois Fender na minha frente, dois iguais dae fiquei babando e demorei pra me achar ali. Quando encontrei o meu eu consegui domar o bichinho e estavamos pronto pra iniciar. Desde o roubo da guitarra e outros fatores, tinha me prometido que iria me divertir e não ia ficar me controlando com cerveja, com nada. Apenas plug and play. O show foi bom, não sei se foi rápido mas tava bem divertido e o espaço pequeno, só deixou as coisas mais insanas mesmo. Ganhamos cevas e tinha um magrão fissurado no nosso show e isto é legal. O cara do bar, baterista da Wendys deu umas cevas para nos. Tramandaí toquei ela praticamente sem tocar guitarra e deu pra fazer muitos barulhos com a Gianinni Strato que eu estava tocando, é bem inferior a minha roubada mas deu pra tirar um caldo dela. Uma hora cai em cima da bateria e eu nao conseguia parar de rir. Foi um bom show eu diria.Quando terminou o set list eu olhei pro Gustavo e ele tava encaixotando os pratos, o Fabricio já estava com o baixo na capa e praticamente lá na rua. Dae eu e o jax formamos uma dupla caipira e tocamos Contender do Pains of being Pure at heart para terminar tudo. Aliás, pena o gustavo e o Fabricio estarem cansados pois poderiamos tocar mais meia hora.
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