4.11.09

Michael Jackson - A magia e a loucura (J.Randy Taraborelli)


Graças a minha ociosidade no serviço, terminei de ler esta semana uma das biografias de Michael. Algumas vezes falo aqui sobre minha admiração por ele que diga-se de passagem nunca diminuiu com todas as loucuras que o maior ídolo da música cometeu em sua um tanto breve vida.

Tive muitos questionamentos a respeito do que foi escrito ou o que foi mais enfocado no livro. Minha curiosidade maior eram as gravações, shows e no aspecto musical de MJ. Coisas como ele ser um compositor excelente sem saber tocar instrumento algum, ou gravar o vocal principal de Billie Jean em apenas um take e etc. Na verdade é fato que a maioria das pessoas que compraria um livro sobre ele estaria muito mais interessada nas fofocas, nos escândalos que ele cometeu do que propriamente a coisa principal que era seu talento.

Uma das cenas que não me sai nunca da cabeça foi na época da Victory Tour, dos Jackson 5. Um jornal nacional mostra um pedaço do show onde inicia a música Ben, a baladinha aquela que ele fez para um rato de estimação que foi colocada na trilha sonora do filme de mesmo nome. Mais ou menos 30 segundos cantando a música e ele para tudo, pede para os músicos pararem e pede para a banda começar a tocar algo mais animado tipo Human Nature. Nunca tinha me chamado atenção a beleza desta música mas, neste dia comecei a ouvir ela com "outros ouvidos". Abaixo encontrei um vídeo da tour mas, não este momento que me refiro.


Abaixo também, um trecho da palestra que ele deu na universidade de Oxford numa época já no fim de sua vida onde os processos de pedofilia e mais um trilhão de coisas atormentavam o cantor. Quando li isto hoje fiquei com os olhos cheios de lágrimas por admirar tanto este cara e principalmente por ser pai e ter exatamente as mesmas dúvidas e receios dele, claro, nos meus padrões de vida :


"E se eles crescerem e tiverem ressentimentos contra mim e contra a forma como as minhas escolhas afetaram sua infância e juventude? Eles podem ser perguntar por que não tiveram uma infância igual a de todas as outras crianças. Eu rezo para que, nesse momento, meus filhos me dêem o benefício da dúvida e digam a si mesmos : Nosso pai fez o melhor possível dadas as circunstâncias singulares a que enfrentava. Espero que eles sempre se concentrem nas coisas positivas, nos sacrifícios que fiz voluntariamente pelo bem deles, e que não critiquem aquilo de que tiveram de abrir mão ou os erros que eu cometi e certamente continuarei a cometer na criação deles. Todos fomos filhos de alguém e sabemos que, apesar dos melhores planos e esforços, erros sempre acontecem. Isto é simplesmente ser humano." MJ - palestra na universidade de Oxford

Sem comentários: