Ontem assisti numa cópia um tanto tosca o último filme do Quentin Tarantino. Antes de mais nada queria deixar claro que acho ele uma figura importante para a cultura em geral seja dirigindo, escrevendo, atuando ou mesmo
fazendo as trilhas sonoras de seus filmes(o que ele faz melhor) mas não acho ele tudo isto que as pessoas acham. E não estou escrevendo isto para ser descolado, apenas para deixar bem claro que não fico babando em nada que ele faz. Pulp fiction foi um grande filme para mim
mas sinceramente não sei se hoje eu acharia grande coisa.
O filme se passa na segunda guerra mundial e os bastardos do título são um grupo de soldados judeus liderados por Aldo "Apache" Rayne interpretado por Brad Pitt que mais uma vez tem uma grande atuação. Seu personagem oriundo do Tenesse carregado no sotaque era um traficante de alcool na época da lei seca nos EUA, fora isto um John Wayne da cabeça aos pés. Os bastardos são praticamente exterminadores de soldados alemães e para seguir a tradição de Aldo, tiram o escalpo de todos alemães assassinados. Um alemão que acaba sendo poupado pelos bastardos, tem uma suástica desenhada a faca na cabeça para marcar para sempre suas origens e seu passado.
A história inicia-se com o assassinato de uma família judia onde apenas uma mulher sobrevive, Shoshana que foge para Paris e vira a gerente de um cinema onde planeja sua vingança contra os alemães e mais precisamente o general da SS Hans Landa(Christopher Waltz). O
filme todo é separado em capítulos e todos eles muito bem construídos. Talvez poderia ser abordado um pouco mais a violência dos inglórios mesmo assim a estória é contada de forma digna e em muitos momentos as cenas lembram peças teatrais em virtude da grandeza dos diálogos e dos personagens.
Não é exagero falar que todos os personagens principais tem atuações extraordinárias mas quem realmente rouba o filme de forma magistral é o austríaco Christopher Waltz. É o ator que mais aparece no filme inteiro e, sempre que divide uma cena com alguém acaba roubando toda
atenção e deixando o colega no chinelo. Aqui tem uma bela entrevista com ele. Além da atuação de Christopher o que mais gostei foi aquele clima de vingança contra os alemães, que também ocorreu em Munique, por exemplo.
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