
Segunda Feira a noite eu assisti ao acredito eu mais novo filme do Brad Anderson. O cara tem no currículo vários filmes que eu curti bastante. É daqueles diretores na qual agente simpatiza por algumas decisões como direção de arte, fotografia algo assim e então quando tu assiste algo dele acaba se sentindo em casa. No caso do "Operario" a coisa foi ainda mais longe, eu diria um filme perfeito sob vários aspectos. No caso do Transsiberiana muitos pontos de comparação com o Operário. Uma trama que inicia calmamente e aos poucos a coisa vai ficando cada vez mais nervosa e a cada minuto o personagem principal vai ficando cada vez mais enrolado pelas atitudes e decisões que toma no decorrer da película.
No início são encontrados dois corpos congelados em uma estação de trem da Sibéria. Um deles simplesmente com uma faca cravada no crânio e o defunto de olhos abertos. Vamos dizer que a cena choca um pouco até porque pela temperatura, os corpos parecem bonecos de cera. O detetive descobre que se trata de um assassinato seguido de roubo de drogas e constata que o assassino possivelmente pegou a transiberiana para levar a droga para outro país. A cena termina e somos transportados para um casal católico que estava na China praticando ações comunitárias. O casal planeja aproveitar que estão na China para pegar o trem e dar uma volta pela Rússia utilizando claro, a transiberiana.
O diretor prega uma peça aqui porque a coisa acalma muito, cheguei a pensar que o clima de suspense não voltaria mais. O casal chega a ser chato de tão comum porém a interpretação deles é impressionante. Emily Mortimer que é uma ótima atriz na minha opinião e Woody Harrelson também não fica atrás. Ele um dono de uma loja de hardware, católico fervoroso, apaixonado por trens e uma pessoa que de acordo com sua esposa "se dá bem com qualquer pessoa". Já sua esposa é um grande segredo. No caminho encontram outro casal, um espanhol chamado Carlos e Abby outra americana e se tornam amigos. Logo Carlos ve que Roy e sua esposa não estão passando por bons momentos e começa a dar em cima da mulher de seu amigo.
Neste momento o filme começa a se tornar um suspense começa a criar um clima de nervosismo que, como falei antes caracteriza um pouco os filmes de Anderson. Neste ponto também o q eu falar vai tirar completamente a graça do filme e a única coisa que digo é que perto do final, muito sangue vai rolar. Aconselho, aliás, qualquer filme deste diretor.
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