24.3.09

Filmes, antropologia, relações humanas e algo mais


Ontem foi um dia traumático na minha vida e em minha temporada atual. Fiquei sabendo de coisas que destruíram completamente todo o momento em que eu estava que, já não era algo muito seguro. São aqueles marcos da vida da gente, uma coisa inevitável e que cedo ou tarde eu teria que encarar. Fiquei até as quatro da manhã acordado pois não conseguia dormir de forma alguma.

As onze horas da noite como não conseguia dormir peguei o Juno para assistir. Na verdade eu já tinha queimado o DVD há um bom tempo e como não tinha assistido ainda(acredite) eu decidi fazer a empreitada ontem.



Inevitável tecer comparações com o Little Miss Sunshine, achei que o primeiro tinha personagens mais elaborados mas, é excitante ver a personagem Juno na tela interpretado pela doce Ellen Page. Completamente cativante, roteiro ótimo assinado pela Diablo Cody que dizem ser uma das mais importantes roteiristas do cinema atual. Nem preciso dizer que adorei o filme, qualquer coisa que envolva Decemberists em determinado momento já tem grandes chances de acertar. Mas, o mais absurdo pra mim eram os diálogos, aquela hora que a Juno fala com seu pai sobre relacionamentos. A sua madrasta dando uma "mijada" na técnica que faz o ultrasom e critica as adolecentes. Grandes lições de vida pra falar a verdade.

Depois que o filme acabou tentei inutilmente tentar dormir. Não consegui, preparei uns índios e ficamos conversando na madrugada. Deitei na cama e liguei a televisão. Estava passando um filme chamado "Avassaladoras" e por mais que eu despreze o cinema nacional em 97% dos casos o filme até tinha alguns atrativos. Os atrativos neste caso era uns papos que a protagonista do filme tinha com um antropólogo, uma raça que desprezo muito quando fala de índios e outras tribos porém no contexto do filme estudava o universo feminino e dava uns toques muito certeiros pra ela.

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