Quarta
Ouvindo My Bloody Valentine - We have all time in the world
Acordei muito mal, cabeça doendo e enjoo. Quando me levanto da cama, me lembro o quanto foi massa a noite passada, por pouco quase pensei que valeu a pena sentir ressaca. No trem, me senti sufocado, senti vontade de pular de uma das janela.
A tarde, vou ao médico para fazer meu check-up dos trinta. Fiz eletrocardiograma e, encomendei um milhão de exames, colesterol, diabetes entre outros, até o exame de HIV eu vou fazer. Para isto, jejum de 12 horas, será bem dificil, tenho que levantar, ir até o trem, de manhã cedo, sem comer nada, muito foda.
A tarde foi um tanto calma. No fim da tarde, algumas bombas via celular. Descobri porque o meu brother anda estranho comigo e, fiquei muito triste. Achei que, era inevitável ir na casa dele esclarecer coisas. Quando saio de lá, só o que eu queria era tomar um banho frio, sentar na sacada e ficar pensando em coisas como vácuo, fumaça, espaço e outras coisas ainda mais intangíveis.
Quando chego, olho pra piscina e, mais de 15 cm de água haviam sumido. Minha irmã tinha pedido instruções para limpar a piscina mas parece que mais uma vez não fui bem interpretado. Bati boca com todos e comecei eu mesmo a limpar. Quando termino, vou pra mesa jantar e, procuro buscar assuntos de algum lugar para conversar com ela. Falo das consultas com os médicos e ela começa a procurar uma razão filosófica para minha busca por médicos. Como se a doença, problemas já não fosse o bastante. Incrivelmente, o papo acabou indo pro lado de minha irmã e, como aconteceu o ano passado, tive que responder por coisas que, eu e ela somos responsáveis e, pra variar, eu era o advogado denovo, minha irritação aumentou. Odeio discutir com minha mãe. As vezes é inevitável. Eles não aceitam certas coisas que digo e perdem tempo tentando fazer eu mudar de idéia a respeito.
Peço pelo amor de deus que ela me deixe subir para o quarto para enfim tomar meu banho, ouvir uma musica calma e descansar a cabeça. Nem entro no chuveiro e, recebo outra ligação, para despedidas que já foram feitas, para decisões que não queria tomar e quando vejo que tudo vai se repetir, peço para desligarmos o telefone.
Testo os pentes de memória e, mais uma vez, não funciona. Fico até tarde na internet e, pra minha felicidade, tenho alguma compensação pelo dia de merda que tive.
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