Ensaio
Saio da empresa e vou direto para a casa do Jax. Passamos no Bin Laden e compramos vinhos do mal. Bebemos algo e logo entramos dentro do aquário. Foi o nosso ensaio mais baixo até hoje. Baixamos os instrumentos para ouvir melhor a voz e tentar fazer o ensaio ser mais sério. As coisas rolaram mais fácil desta forma. Pra variar a coisa toda começou com a 17º versão de Here do Pavement, incrível, ontem rolou muito bonito, com direito a cada um numa afinação diferente e mesmo assim, todos na mesma.
Depois tocamos nossas primeiras cinco quase que sem parar. Tudo tranquilo, conseguimos ensaiar uma nova do Jax, bem punk, bem Pixies, bem foda. Apesar de não pronta, caiu a ficha para todos. O Digão está tocando muito bem e, na minha opinião, quem precisou de uns toques ontem foi o Silvério, notei uma certa diferença de velocidade durante as músicas, coisa foda. Mesmo assim se resolve com o tempo.
Tocamos Gabriela como há tempos não tocávamos, o Digão gostou muito e perguntou o nome da pérola. Toquei uma na bateria e o Jax até falou depois que quem devia tocar aquela na bateria seria eu, talvez eu tenha captado mais a essencia da música, que, na bateria é um festival de pratarias, paradas e etc.
No meio, tocamos Kioto Song do Cure, que saiu muito boa, também sem muita combinação prévia. O ensaio foi invadido pelo Corujão, o Daniel Baiano e mais um outro figura que não sei o nome. O Corujão como sempre carismático. Quem atrapalhou um pouco foi o Daniel, primeiro ele se postou no meio do aquário impedindo muitas movimentações, depois ele, simplesmente grudava o ouvido na minha caixa e no braço da minha guitarra pra me ver tocar, ouvir e, tipo, incomodou um pouco, uma hora fiz sinal pra ele dar espaço.
Nos ultimos 15 minutos, levantamos o volume para o normal, o que sempre tocamos e estes quinze minutos renderam dores de cabeça depois. Saimos do estúdio, nos despedimos do Silvério e do Digão e fomos pro buteco tomar algumas cervejas.
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