10.5.03

Eu, músico pt 4

O Cabelo comprou uma caixa Meteoro e um baixo Washburn e começamos a tocar eu, ele e o Chandele. Estávamos afim de tocar músicas nossas(que estávamos começando a compor) e também covers de Weezer, Radiohead, Cracker, Alice in Chains e Placebo. O nome da banda era Proofs.

Em seis meses tínhamos 2 músicas prontas e um repertório de mais ou menos uns 10 covers. Fizemos um show junto com a banda “Carcarás” numa festa-show que eles organizaram e nos convidaram pra tocar. Foi nosso debut e único show. Ficou até registrado em vídeo.

No fim do ano, com umas 5 músicas prontas, o Cabelo decidiu sair fora da banda porque ele dizia que eu reclamava demais quando ele não queria ou não podia tocar. Pedi então que fossemos pro estúdio pra registrar as músicas para conseguir outro baixista.

Fomos no estúdio Live e fizemos uma gravação semi-ao-vivo e gravamos as cinco músicas, uma dela nem estava terminada ainda. Com a gravação na mão, fui mostrando o trabalho para outras pessoas e foram pintando elogios de alguns e o Cabelo acabou voltando pra banda, levou fé no nosso som. Voltaríamos a tocar mas conseguiríamos outro cara pra cantar porque a minha voz é horrível e eu não podia me concentrar totalmente no meu instrumento.

Colocamos anúncios e alguns tocaram com agente. O Leandro Vignoli foi o primeiro que apareceu. Ele curtia todos os sons que tocávamos, conhecia tudo mas era muito envergonhado, tímido e acabou não ficando. Chegou uma hora que a bateria era um problema também porque como as coisas ficavam na casa do Chandele, as vezes não tocávamos ou ficávamos esperando ele indefinidamente pra tocar e pensamos que seria melhor conseguir um baterista sério para ser uma banda de verdade, fazer shows e tudo mais.

Conheci o Jesus e ele aprendeu algumas baterias, tocamos em estúdio mas a falta de grana e a comodidade de tocar na casa do Chandele impediu da coisa continuar com o Jesus. Além disso o Jesus demorou muito pra realmente aprender a tocar acabou nos brochando um pouco.

No início de 2002, conhecemos o Esteban Fontan , que escreve bem pra caralho e o Cabelo insistiu que ele começasse a vida de músico. Ele começou a ensaiar com agente e tocamos o ano inteiro com ele. Fizemos três músicas junto com ele, mudando o estilo da banda, melancolia total e apesar de todo mundo falar mal do Esteban, agente gosta de tocar com ele, ele tem uma voz rouca pra caramba. O nome da banda mudou para Esteban. Assim como Gomez, Chavez e etc.

No fim do ano, queríamos ir pro estúdio denovo, para desta vez gravar os instrumentos separados já que ficamos frustrados com a primeira gravação tudo ao vivo. Fomos ao estúdio Roadies e acabamos gravando tudo junto. Ficamos meio frustrados com o resultado novamente. Baixo muito baixo, erros e etc.

Durante este tempo todo tocando não fizemos nem um show e nem temos uma gravação decente. Comecei a procurar alternativas para poder tocar, fazer shows e tudo mais. No verão de 2003, levamos os instrumentos pra minha casa e ensaiávamos todo dia quase, cada dia numa formação. O Tuchê e o Cabelo revezavam os baixos, na bateria o Marcelo, o Chandele e o Jesus, nos vocais, um dia o Esteban, outro dia eu, outro dia ainda, pintou o Gerson e, o Jaques pintou algumas vezes também tocando violão elétrico.

Hoje, a caixa do Cabelo está queimada e estamos há 3 meses sem tocar. Comecei a tocar com o Jaques, fizemos várias músicas em poucos ensaios e, estou gravando algumas coisas em casa, músicas que não foram aproveitadas. As coisas aos poucos estão mudando e, espero, em breve, poder mostrar o nosso som por aí.

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