8.5.03

Eu, músico pt 1

Eu, aos 12 anos, junto com meus amigos, tive a idéia de montar uma banda de rock. Nós, na sua maioria empolgados pelo sucesso que o RPM fazia na época e eu também e por outros músicos que admirava começamos a pedir instrumentos aos pais e procurar aulas de música. O mais procurado e mais acessível era o curso de violão.

Os pais, na maioria faziam gosto que os filhos queriam tocar e davam instrumentos. O meu, dizia só compraria uma guitarra se eu realmente soubesse tocar. Eu achava isto muito ridículo pois eu via muitos com sua guitarra e sem tocar bosta nenhuma. Talvez por isso que minhas notas no curso de violão eram sempre dez.

Meu professor me convidou, pouco depois a dar aulas de violão que rejeitei completamente porque me achava muito piá pra ficar ensinando alguém. Durante este tempo passei por todos os níveis no curso de violão e passei pra guitarra. Fui acabando com minhas aulas quando tava no violão clássico e comecei a aprender a ler música. Neste momento meu saco para aulas acabou.

Meu pai não admitiu que eu aprendi a tocar, mesmo tocando melhor que ele mas, me deu uma guitarra no meu aniversário de treze. Foi então que começamos a tocar.

O André Ramos era o baterista, pelo menos ele era o que tinha a bateria. O Tuchê, também conhecido como Leandro Behenk no baixo e, o Marcelo Rodrigues era o vocalista afinal ele era o único que tinha microfone. A bateria do André era uma Gope, boa de madeira mas os pratos eram de bandinha de colégio. O Tuchê tinha um baixo Gianini podre que depois trocou por um Werpson, bonito e bom pelo preço e uma caixa Frahm. Eu com uma Tonante de placa branca e, corpo com uma variação de preto, amarelo e vermelho. O Marcelo tinha um microfone Delta, daqueles de banda de baile, com cabo de 5m mas, não curtia cantar na banda e gostava mesmo de bateria. Ele cantava quando agente insistia muito.

Fizemos algumas músicas com esta formação mas, as letras eram infantis pra caramba. Ensaiávamos no edifício onde eu e o André morávamos. O nosso primeiro nome foi Mahaux que encontramos numa enciclopédia de arte. Seguimos a mesma técnica da banda Defalla para escolher um nome já que todos que bolávamos eram imbecis.

Pouco tempo depois, Roger Tim começou a tocar com agente. Ele tocava com uma Tonante preta, placa branca de modelo igual a minha. Ao mesmo tempo, entrei para outra banda em que o Roger tocava junto com uns vizinhos dele. O repertório consistia basicamente em Legião Urbana e outras bandas nacionais da época. Com esta banda fiz um show apenas. Numa festa junina numa escola preto da casa do Roger. Logo, sai da banda.

Nesta época comprei meu primeiro pedal. Um distorcedor Syntron preto e grande pra caramba. Algum tempo depois comprei outro distorcedor, da Bautner, laranja como os da Boss. O Roger também não ficou muito tempo na minha banda que tinha trocado de nome para Quarto Crescente.

Mandamos fazer adesivos com o nome da banda e eles foram vistos em vários parachoques de mobiletes de amigas nossas. Era um sucesso.

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