5.7.08

Não sei se comentei

Que tentei ler "O som e a fúria" do Faulkner e, o "Vineland" do Thomas Pynchon. O primeiro eu realmentei odiei, não consegui captar a coisa toda e foi quase pelo mesmo motivo que não consegui ler o Saramago. Acredito que os dois não tem nada a ver um com o outro mas, no caso do Saramago eu fiquei perdido sem o nome dos personagens, ele pra lá ela pra lá e tal. No caso do Faulkner eu enchi o saco do "Fulano disse : Estou aqui!" e "Cicrano:Respondeu", achei que devia ter sido compactado para me poupar um pouco mas enfim, pra fechar com chave de ouro eu dou a máxima, não estou pronto pra ele. Fui atrás deste escritor pois o McCarthy foi comparado com ele e, tentei beber um pouco da fonte mas, o McCarthy é incrivelmente melhor e, o que liga ambos é o teor histórico das obras então, passei. No caso do Pynchon o cara é um monstro, é mais um escritor que ainda não estou pronto pra ler. É divertidíssimo, muitas piadas, mil referências, um trilhão de assuntos e personagens e, o meu método de leitura via transporte público não me permitiu dar atenção necessária. Seguidamente eu pegava o livro pra ler e, estava completamente perdido naquele mar de assuntos. O "Arco Íris da gravidade" eu tinha a disposição na biblioteca da faculdade porém era uma BIBLIA. Enorme e, eu já sabia dos um trilhão de personagens e, referências e, imaginei que seria algo denso demais para mim. Para os dois, reservarei um tempo, quando estiver com uns 45 anos, 50 para ler com calma e, realmente apreciar.

Outro revés que tive foi que retirei na biblioteca duas pérolas da história/arqueologia/palentologia/etc que é o David Hatcher Childress. Revés porque quando fui renovar os empréstimos, como o semestre passado era meu último, a faculdade negou a reserva. Este maluco escreve muito bem e, é o cara mais pop no mundo da arqueologia que já encontrei. Os livros eram "Cidades perdidas e mistérios antigos da Arábia e África" e "Cidades perdidas da Lemúria antiga e do Pacífico". O cara escreve de um jeito simples, tipo para pseudo-leigos como eu e, conta detalhes das viagens, falando sobre as regiões, povos, culturas e, faz comentários sobre o que a comunidade arqueológica e cientifica em geral escreve a respeito destes assuntos. Muito divertido sem falar no mundo fabuloso que são os assuntos destes livros, pra mim e, pro Jax é um prato cheio. Ele escreveu diversos livros com títulos parecidos com estes que pretendo um dia ler. Além disso, o cara ainda fez um documentário chamado "Atlântida : A procura pelo continente perdido" contando com a participação de diversos nomes importantes relacionados ao assunto como Charles Berlitz, Edgar Cayce etc.

Atualmente estou lendo um do Lovecrat chamado "A tumba e outras histórias" que mostra boa parte do talento deste mestre do terror porém com contos um pouco inferiores aos outros livros.

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