Hoje ou Ontem
Eu ia escrever um post para dizer que o The Good, The Bad and The Queen não me chocou nem um pouco. Não vi graça nenhuma e tal. Mas depois, me lembrei que, as vezes eu tenho estas coisas de, ter que exteriorizar estes sentimentos de repulsa, ódio, negatividade para algumas coisas mas, relativo a música muitas vezes eu volto atrás. Acho que não será o caso deste disco. Todavia, fiz minha justiça ou injustiça de hoje. Na verdade, o Damon Albarn apesar de muitos acharem ele um gênio e etc, eu não vejo nada de importante nele, acho inclusive que, longe do Graham Coxxon ele é um guri chorão com a calça mijada. O Graham sim é o cara e, tá tri bem sozinho, tri bem artisticamente eu diria.
Este findi assisti o Machpoint, do W.Allen. Também não me chocou profundamente mas, é um bom filme, bem feito e, concordo em gênero, número e grau com o diretor a respeito da sorte. Trabalho nem sempre é suficiente e, as vezes nem é necessário, o lance é a sorte. Pegue a música por exemplo, muita gente boa as vezes morre sem nunca se tornar conhecido e, dae alguém vai lá e, encontra as gravações do cara e, vê que o cara era muito massa. Eu conheço uma porrada de gente que, tem banda, vive disso mas, é um inútil, não trabalhou para chegar onde está mas, isto tudo aconteceu por sorte ou, por estar perto de outras pessoas que trabalham e, por ai vai. Mas, voltando ao filme. A Scarlet Johansen continua sendo uma musa dos diretores. Ainda não vi um papel que, ela tenha chamado atenção ou atuado de forma a deixar lembranças. Vai saber, talvez seja até injustiça porque a moça é bonita e tal. Já o artista principal o Jonathan Rhys Myers realmente é um grande ator e, quando dão algo decente pra ele, ele destrói. Já vi muito filme bom com uma ótima atuação dele. No Matchpoint acho que ele é um personagem imbecil, daqueles que tu fica com raiva então não deu pra avaliar muito. Mas, raiva mesmo é a Chloe, esposa traída dele. Aquelas personagens que te dá raiva, ódio, nojo e etc.
Estou escrevendo com o Salinger agora. Com toda a raiva dele eu diria*.
O Heitor tá falando até pelos cotovelos. Ele está chegando aos extremos de dizer "Saúde" quando alguém espirra e, estes dias aconteceu algo muito viagem. Um amigo meu passou por nós quando passeávemos e, disse "EAE" e, o Heitor mandou um "EAE" sem nem olhar pro loco, coisa muito bizarra. Pra mim pareceu-se como se ele tivesse, durante aqueles dois segundos(o que durou o primeiro cumprimento com a réplica do Heitor) sido enviado para o seu EU com 35 anos e, de volta aos seus 1 ano e 11 meses.Lógico que, tem umas coisinhas chatas que ele vêm fazendo como ter uns chiliques quando algo não sai como quer mas, mesmo assim quando ele vai dormir todo mundo já fica morrendo de saudades dele. E isto, me prejudica muito. Tenho várias dúvidas sobre o caminho mais certo. Ontem a noite pensei muito no que ando fazendo da minha e, nossas vidas e, fico preocupado de talvez estar fazendo o pior pra ele, ainda bem que sou humano ainda.
Estou sentindo uma ansiedade muito grande, uma necessidade de tempo com meu violão, com minha guitarra, com bebidas. Ficar sozinho por algumas horas tocando, escrevendo, produzindo. Nunca senti tanta falta disso e, nos últimos dias as vezes parece que nunca aprendi a tocar nenhum instrumento. Fico assustado com isto e as vezes fico com medo de meu subconsciente fazer com que eu me esqueça que um dia tive banda, que um dia fiz uma música ou que tirei uma ou outra do Roupa Nova pra tocar. As vezes pego o violão em casa e, tento tocar algo. O Heitor se senta na minha frente e, fica com outra palheta tocando nas cordas junto comigo e, logo aquela coisa que me fez pegar o violão pra tocar se confunde com a beleza do momento e, eu largo o Violão. Neste fim de semana me cobrei por não ter finalizado o Home Recordings 2 ainda. Fazer a masterização e, preparar o disco, a capa e estas coisas. Fiquei me cobrando por ainda não ter chamado o Esteban para tocarmos e, gravarmos de uma vez um disco triste. Durante esta semana estarei resolvendo algumas destas coisas ou pelo menos aprontando o caminho para isto, nas minhas férias.
Semana passada aconteceu algo que me chocou um pouco. Apesar de eu não acompanhar muito o trabalho de Heith Lodger fiquei deveras comovido com a morte do ator. Não sei se foi pelo fato dele ter uma filhinha dois anos e, eu como pai acabo me emocionando com estas coisas ou por ser um daqueles caras bonzinhos com uma alma levemente afetada que morre assim de uma hora para outra. Tem outras questões ainda como o fato dele ter feito no mínimo dois grandes filmes recentemente que mal foram lançados e, no caso do Batman ainda nem tem estréia prevista. O povo todo comovido e, impossível não ficar pois a atuação dele nos poucos filmes que vi eram grandiosas(Patriota, a ultima ceia) e, sem falar no "Segredo de Broo..." que deve ter cativado 98% dos homosexuais do planeta inteiro. Enfim, grande perda para o mundo do cinema.
*Quando minha irmã leu o Apanhador, ela disse que o cara era bem parecido comigo. Porque tava sempre criticando tudo e, reclamando de tudo e, eu sou assim. Antigamente mais.
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