4.5.07

Fonte da Vida

Sou um grande admirador do cinema e, no caso tudo que envolve a sétima arte. Efeitos especiais, atores, atrizes, personagens enfim, gosto muito mesmo mas, a verdade é que pra quem gosta de cinema tem poucos momentos de felicidade. Isto deve-se pela raridade de grandes lançamentos, pelas locadoras que, dificilmente investem dinheiro em filmes realmente bons e, preferem comprar os blockbusters e, besteiróis de sucesso enfim, resumindo muito, diria que, de 6 em 6 meses eu vejo um grande filme que, ficará na minha memória e, me acompanhará por boa parte de minha vida. Seja nas lembranças a respeito de um personagem, das imagens ou mesmo das coisas que o filme me ensinou. E quando digo me ensinou eu digo exatamente o que eu aprendi olhando para dentro de mim mesmo quando pensei e, usei meus olhos para ter a visão do diretor e, dos personagens da trama.

Fonte da vida e, aqui eu extendo ao diretor Darren Aranofsky cabe neste contexto de grande filme e, uma experiência que me ensinou muito. Desde seu primeiro filme eu vi que, qualquer filme que eu visse e, tivesse sua assinatura eu iria gostar muito. O cara é muito talentoso e, pra mim o melhor de todos atualmente. O grande trunfo dele tanto na fonte quanto em Pi e, Requiem para um sonho é deixar os personagens totalmente nús emocionalmente dentro do contexto das histórias. Ele mostra os seus personagens de uma forma diferente falando diretamente com a câmera e, com o rosto mostrando claramente a carga emocional sobre o ombro de cada um. E em seus três filmes não havia nada de excepcional com roteiro ou estórias, casos comuns, problemas comuns e, mostrando personagens apaixonantes interagindo com seus problemas.

Se, em Pi o problema do cientista eram suas dores de cabeça constantes e, a procura pelo "x" da equação dos padrões da bolsa de valores, em Requiem o vício, a dependência em todas suas formas, em Fonte da Vida o grande lance é a aceitação da morte para o entendimento da vida e, o que o amor tem a ver com tudo isto. A direção de arte é impecável, muito pouco foi utilizado de CG e, a maioria dos efeitos eram feitos mecanicamente e, utilizando reações químicas filmadas e, fotografadas. Isto deixa o filme menos preso ao ano de 2005 quando foi filmado e, deixa o resultado muito melhor porque fica praticamente impossível dizer que, algo não estava condizente com o efeito.

A história ou, 3 histórias do filme ocorrem paralelamente e, se auto complementam. A primera delas, durante o séc. XVI a Espanha está prestes a ser tomada pelos inquisitores e a rainha Isabel(Rachel Weisz) pede ao seu grande conquistador(Hugh Jackman) que vá a América Central procurar a árvore da vida para salvar seu reino. O conquistador é apaixonado pela rainha e, o que dá a entender é que se trata de um amor impossível mas, antes dele partir rumo ao seu objetivo a Rainha diz que, se ele voltar com a árvore que, ela será sua Eva. A história do meio se passa no tempo presente e, desta vez Hugh Jackman é um cientista que trabalha incansavelmente para procurar a cura para o câncer de cérebro para salvar sua esposa Izzy. Ele trabalha tanto que muitas vezes deixa a esposa sozinha em seus últimos momentos para procurar a cura para salvá-la. O gancho com a estória anterior é que, ela escreve um romance(que se trata da primeira estória) e deixa para ele o último capítulo para que ele mesmo termine e encontre a sua própria salvação. A última estória acontece no futuro, século 26 e, é um astronauta numa nave circular com, a grande árvore dentro. A árvore contém dentro dela a sua esposa e, para re-encontrá-la ele precisa proteger a árvore. Incrivelmente, o personagem do futuro é o único que, evolui ou diria eu encontra o sentido e, aprende a aceitar a morte para viver plenamente e, fica subentendido que, o último capítulo do livro será escrito assim.

Fiquei sabendo que, seria Brad Pitt e Cate Blanchet para os papéis principais e, nada contra ela, contra ele talvez tudo pois já foi o tempo que, ele só participava de bons filmes. A verdade é que Rachel Weisz e, Hugh Jackman são ótimos atores e, é incrível o carisma de ambos no contexto da estória e, sobretudo se você olhar os extras do DVD verá que, Hugh é muito mais do que Wolverine e, grande filmes de ação. Ver o trabalho de Darren nas filmagens e, nas suas palestras para os atores dá pra ver q o cara é muito foda e, sabe exatamente onde quer chegar. Meu Deus, que venha o próximo.

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