Fim de semana passado fiz um favor a mim mesmo e, baixei bastante coisa do Moz. Uma delas é este disco dele que, saiu em Março deste ano e, a primeira impressão que se tem é que o Moz mudou muito nos ultimos anos porque, boa parte do set list do show tem músicas dos Smiths e, é tolice dizer que em algum texto, resenha alguém falaria de Morrissey sem citar a sua antiga banda. Mas, é conhecido de muita gente que, ele não gostava muito de tocar as músicas de sua antiga banda em shows ou mesmo ,se tocava alguma era as mais desconhecidas e, as mais "pau-mole" se é que é possível dizer isto de qualquer coisa que os Smiths fizeram em sua curta carreira.
Além disso, pela voz e, a forma que ele canta as músicas dá pra notar que ele está dando tudo de si nos microfones. Não me atrevo a dizer que ele está feliz mas, nota-se que no momento do show ele estava fazendo aquilo de muito bom grado. O show que vi em Porto Alegre ele estava muito bem mas, neste disco ao vivo e, no DVD que o sucede ele canta as músicas de forma perfeita e, expondo todas as suas feridas e, a sua irônia quando conversa com o público.
O cd abre com How Soon is Now e, numa versão igual a original dos Smiths mas, mixagem perfeita e, execução surpreendente. Talvez faça falta um pouco a guitarrinha de Johny Marr em poucos momentos mas o resto é ok. Além disso, ele agradece bastante o público e, isto é bom sinal porque, em Porto Alegre foi um espetáculo de arrogância mesmo que tenha sido um show inesquecível. A quarta faixa tem aquele nome engraçadíssimo "Don´t Make fun of Daddy´s voice" que originalmente saiu na versão especial do "You are the Quarry" o ultimo álbum de estúdio e, porque não dizer o renascimento de Moz para o sucesso e, pra mim, para o atual estado que ele se encontra hoje. Posso até estar enganado mas, este ultimo é o melhor de todos os discos do Morrissey.
A quinta é uma versão de Bigmouth Strykes again igual a original, talvez um pouco mais lenta. I like you, a próxima também veio do ultimo álbum de estúdio que, alias é a predominância de todo este lançamento ao vivo. Redondo Beach é quase um reggae daqueles feito por ingleses, do tipo UB40 por isto o "quase". A décima faixa é There is light that never goes out, outro sucesso dos Smiths porém numa versão mais devagar ainda que a do disco The Queen is dead que muitos ufólogos e, outros especialistas de qualidade tão duvidosa dizem que se trata de uma previsão, uma premonição da morte da princesa Diana. Existe louco pra tudo.
A decima faixa é the More you ignore me, the closer i gets e pelo título poderia facilmente ser uma música do Weezer. Um hino looser talvez. Sei lá, meu inglês não é lá estas coisas mas, é uma grande música tanto nesta quanto em sua versão original que, também saiu em um dos "The Best" que o Moz já lançou. Friday Mourning é outra baladinha do YATQ deluxe edition, levada ao piano. Ela lembra bastante as músicas dos primeiros discos da carreira solo dele ou mesmo, do ultimo disco dos Smiths.
I have forgiven Jesus é outra grande música e, fielmente respeitada aqui no ao vivo. Um dos carros chefes do YATQ e, uma das melhores, sem sombra de dúvidas. Shoplifters of world unite é outra antiga dos Smiths e que, não perde nada para a versão original. Irish Blood, English Heart é a próxima e, pra mim a melhor música do Moz até hoje, a que tem as guitarras mais pau duro e, a melhor introdução do ano passado. As guitarras se lavam nesta faixa ai e, dá a impressão que, nesta hora do show eles foram lá e dobraram o volume delas. Aparecem muito bem e de forma perfeita. É uma pena que, ela ficou um pouco mais lenta do que a versão que sairia no DVD "Who put the M in Manchester" o lançamento que sucede este. Os backing vocais também são de uma perfeição incrível e, tu só nota que esta é uma versão ao vivo pela velocidade um pouco mais lenta.
E depois rolam duas bem calmas, duas baladinhas que, duvido que fossem as ultimas músicas do show. You know i couldn´t last do You are the quarry e Last Night I dreamt that somebody Love me do ultimo disco dos Smiths. Esta última com certeza uma das músicas mais bonitas que os Smiths fizeram. Começa com um piano pela levada te faz imaginar várias situações. Carregadas de arranjos em sintetizador, pianos e guitarras plastificadas cheio de efeitos limpos. Esta música se não estou muito enganado foi uma das cinco musicas dos Smiths que, Morrissey tocou no show de Porto Alegre.
É um disco perfeito pra quem curte o cara ou mesmo sua antiga banda, fielmente representada aqui com seus maiores sucessos e, algumas de suas melhores músicas. Quanto ao Morrissey resta saber o tempo que durará esta fase "otimista" dele e aparentemente satisfeito com sua vida e seu trabalho. Ano passado, durante o ano todo ele lotou todos os lugares que tocou e foi ovacionado em diversas ocasiões. Não li nenhuma resenha falando mal do disco, todo mundo embasbacado com o disco novo do cara, depois de alguns anos sem gravar. Uma amiga minha me soprou que, as resenhas altamente favoráveis devem-se ao fato de sua gravadora ter investido mais na produção do álbum e mesmo em sua divulgação. Eu discordo, ainda acho que o You are the Quarry é o melhor album do Morrissey.
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