Uma tarde de Inverno
O Domingo já começou totalmente propício aos shows da tarde de Domingo no Museu do Trabalho no que se refere a clima. Chuvas, tempo nublado, frio razoável, aceitável, quente eu diria. O horário dos shows eram as quatro horas da tarde mas, com o atraso aquele, os shows começaram as seis horas da tarde. Fomos inclusive pegos de surpresa, estávamos na pracinha ao lado do Museu conversando com os índios quando a Deus e o Diabo começou a tocar.
Entramos e, a DEOD estava no meio da primeira música. Sentamos nas arquibancadas do lugar que, para mim era novidade, lembrou um pouco a casa de cultura de Esteio. O palco era enorme, na mesma altura do chão, equipamentos de primeira ao que me pareceu, Fender, Gallien Krugger e etc. A Deus e o Diabo fez um show perfeito e na medida certa ao que se refere a tempo de apresentação. Tocaram várias músicas do ultimo disco "Também morrem os verões" com destaque para Infância e, Simples. Tocaram também músicas novas, pelo menos novas para o público. Rafael Martinelli fez questão de dizer que, estavam em fase de criação ainda. Das novas, curti muito a "Bananas"??? , bem legal mesmo e, bem diferente do trabalho anterior. Baixos dedilhados com acordes inteiros, guitarras soando oitentistas. Foi o primeiro show que, consegui ouvir bem o violino mas, o violão continua meio escondido na massa sonora. O guitarrista da banda parece que, se acalmou um pouco com as exibições de guitar hero mas, no fim do show dava impressão que, ele ia pra cima das arquibancadas com a guitarra, acho que, o cara toca bem e, que cada um tem seu jeito de se emocionar, uns fazem careta tocando, outros dançam outros, se exibem. De qualquer forma foi mais uma apresentação impecável da banda.
Depois de uma pause de vinte minutos(ou mais), começou o show da Monodia. Estava ansiosíssimo por ouvir o timbre daquela Fender que estava me hipnotizando durante o show da Deus e o Diabo. Era a primeira apresentação da banda que já tem um disco elogiadíssimo na bagagem. Eu conhecia 3 músicas apenas que, me agradam muito e, estavam disponíveis no site da banda. Depois de ouvir todo show, a primeira coisa que me veio a cabeça foi The Bends, do Radiohead que deve ser uma grande influência no trabalho deles. Baixos distorcidos, guitarras distorcidas ao extremo em certos momentos, em outros totalmente limpas. A vocalista Desirée que, tb é a violinista da DEOD é um show a parte nos vocais, canta muito bem a moça e, não fica atrás na guitarra. Melodias simples, arranjos simples e, muitos ruídos, tanto do baixo quanto da guitarra da Desirée. A outra guitarra parece um membro meio perdido ali naquele mar de distorção, achei inclusive que, era totalmente dispensável. O baixista pisou muito no tomate no início do show, depois, acho que se concentrou mais e não prejudicou tanto a coisa. Deve ser mencionado tb que, 50% da barulheira da Monodia é culpa dele e, isto é um elogio. O baterista apesar de fazer sua estréia e insistentemente os integrantes olharem pra ele, não comprometeu em nada, fez uma bateria eficiente, o que precisava ser feito, sem dar shows a parte. Fato é que a Desirée lider da banda tem muito talento, no instrumento que tocar, sobretudo na voz. Músicas muito boas, tristes mas sem muita afetação, perfeito para aquele Domingo chuvoso. Outro destaque da apresentação dele foi a exibição de slides com fotos e obras de arte, muito legal mesmo, os próprios membros da banda olharam mais para os slides que para o público.
Muito legal a iniciativa das bandas e da promotora do evento que, promete outros shows em breve. Nota zero para quem não foi lá, apesar de ter bastante gente por lá prestigiando acho que, poderia ter bem mais afinal todo mundo reclama que Domingo não há nada pra fazer, que os shows independentes na Segunda são problemáticos por causa do trabalho e, faculdade então eu pergunto, porque não foram ontem?
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