1.6.04

Diario de um bigode

Sai da empresa as cinco da tarde, depois de passar em casa, tomar um banho, comer algo, discreto, busco a Carol, o Jax, Natália e a Sheila e, vamos para a frente do Middle fingers, esperar o bus. Depois de um tempo de espera, muito tempo por sinal, chega o bus, mais do que atrasado. Dentro do bus, só gente bonita e gente fina. Infelimente, tive que ir cobrando o pessoal no caminho afinal, tinhamos que pagar o motorista na chegada. Tomamos um vinho do Camilo, dentro do bus, no mais, só isso.

Chegamos no Jeckyll e fomos os primeiros a passar o som. Meu ampli era um Gk, resumindo eu, apenas liguei o ampli e, comecei a tocar, muito a fude. Depois o Gootimes ainda deu uma mão, enquanto agente estava passando Eu não entendi. Tocamos mais uma e, tava tudo fechado, 100%. Achei os esquipamentos muito bons. Depois que agente terminou, entraram os Lagartos para passar o som. Já na passagem de som, vi que a coisa iria ser séria. Depois da passagem de som deles, fomos para um buteco nas redondezas para beber umas geladas e, comer algo.

O dono do bar nunca tinha visto tanta gente no seu bar. Infelizmente, mais tarde descobrimos que , mesmo eu pagando o esquema todo que consumi com Carol, o dono do bar viajou e se perdeu nas contas. No buteco rolou um clima legal, fiquei conversando bastante com o Fabrício sobre um assunto que tem me incomodado muito nos ultimos dias. Decidi pagar os esquemas e, sair um pouco mais cedo para o Jeckyll para falar com os índios antes do show. Companhias gente fina para a palestra dos índios e, logo estávamos na fila para entrar. Como sou muito juca e, acho chato furar a fila, entrei na mesma e fiquei lá esperando minha vez, conversando com o Casal Dissonancia.

Mal entrei lá dentro e, o pessoal da Lagarto começou a tocar, peguei uma ceva e, fui lá pra frente curtir. Mais um grande show destes jovens, na minha opinião, o melhor de todos até agora. Todo mundo aparentando estar tranquilo. Metau do bom feito por gente que entende da coisa e, acima de tudo são humildes, chegaram lá o deram o recado sem caras e bocas. Sou mais do que suspeito pra falar deles. Pela segunda vez, tive dedicada a mim a grande Necrofilia, uma das músicas mais a fude desta banda. Como o Marcelo mesmo falou "Parabens a você versão Lagarto a Vapor".

Quando chegou a nossa vez foi um caos, primeiro, perdi a folhinha com o setlist e, com as marcações do amplificador. Montei meus negócios por primeiro e, senti fluidos ruins rolando quando o amplificador do Bruno, que o Camilo usava, insistia em não ligar. Na real fiquei tranquilo mas, uma hora, o lance que prende a minha faixa tb fodeu, dae temi, a sorte que o Fabiano estava ali pertinho dando uma força e, me ajudou a imjambrar algo por ali. E, nada do ampli do mopho. Uma hora fui obrigado a ir no banheiro. Quando saiu do banheiro, ouvi outro timbre de guitarra além da do Mauricio e, fiquei feliz, iriamos finalmente começar.

Começamos com o Jax junto de nós cantando xis Coração, música do Capão e dele. Na hora já rolou a magia. Depois que o Jax passa a guitarra para o Mopho, o jovem começa sozinho um sonzinho calmo que, temi, sinceramente, temi. Fiquei com medo do exceço de gracinhas da banda mas, rolou tudo tranquilo, acho eu. Quando ela finalmente acabou, roque novamente tocamos aquela que é conhecida por Death Tunes e Eu não Entendi. Antes de tocar Santana, ou Circo em Chamas, dediquei a grande amiga Caissie e, Gustavo, além de, é claro, eu, que já estava de aniversário naquele momento. Pra mim foi emocionante, muito melhor que o do Orange, nosso primeiro show. Achei que errei pouca coisa assim como os guris. O clima de magia rolou legal, foi a fude, fui muito feliz na nossa estréia em Porto. Não sei bem como saiu minha voz, pra mim sempre é estranho cantar porque nunca se sabe como as pessoas estão te escutando, tu escuta uma coisa no palco as pessoas as vezes escutam outras. Como fiquei na dúvida, cantei o que pude. Na ultima música, a Black Sabath, dediquei ao Fabrício, grande cara, sempre por perto, era o quinto membro da Salão que, não estava no palco mas, ali, no retorno.

Quando acabou a ultima música, já deu saudade. Desmontei as coisas rapidamente e, sai do palco para tomar uma ceva e voltar ao normal. Logo os Walverdes estavam no palco. Infelizmente, tb tiveram problemas mas , tocaram na boa. Quando um ampli queimou, usaram o outro e, quando este tb pediu as contas, o mini ligou a guitarra na mesa mesmo. Mais um show que sou mais do que suspeito pra falar, cancei de ver show dos caras e curtir pra caralho e, ontem, estavamos ali, tocando lado a lado. Várias eu cantei junto a todos pulmões, principalmente Cancer.

A bagaça terminou perto das quatro da matina e, fomos pra rua pra falar com os índios e, nos despedirmos de todos.
Mais uma vez, agradeço a todos que foram lá nos prestigiar, a festa foi muito mais bonita com vcs por lá.

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