11.5.04

Congresso nacional dos índies - pt 4

A próxima e, sortuda banda que tocaria após o Pipodélica seria a Íris, de Curitiba. Esta era uma das apresentações que eu gostaria de dar mais atenção. Já tinha escutado o som deles porque os encontrei na TramaVirtual(http://www.tramavirtual.com.br/artista/iris) e, foi uma das coisas que gostei. Eles fazem um som com pitadas de jazz, trumpetes e, um clima bem massa, uma coisa tipo Morphine, mesmo que eu nunca tenha escutado. Fato é que, o som estava muito mas, muito baixo mesmo. Não pude prestar atenção nos detalhes que eram imprescindíveis ao som dos caras. Horas tb quando o cara ia tocar o trumpete, oras ficava alto demais, ora inaudível. Lamentável. Uma das coisas que, realmente nunca espero num show destes é, som baixo. Passei um bom tempo do show desta banda em filas para comprar cerveja e comida.

A próxima banda, Sonic Jr, se é que se pode chamar de banda uma dupla com um DJ e um guitarrista. Não vejo muita graça assistir a shows deste tipo, com loops gravados, Dat´s , sequencer e outros mecanismos que tiram o suor da coisa, evitam os erros e, acabam transformando o som numa coisa mecânica demais. Como mesmo disse o Vignoli, é o tipo de show que, dá no mesmo tu colocar o cd no aparelho de casa, com uma ceva na mão. Mesmo com todas estas minhas reclamações, criticas, o show deles foi bem legal, há de se ressaltar que, apenas ouvi o show, nem olhei muito pro palco.

Depois deste show, os nervos já começavam a pular afinal só restava uma banda para o tão esperado show dos escoceses do Teenage Fanclub. Ressucitamos um dos amigos que estava em estado de coma profundo desde o show da Pipodélica. Coca, pão com bife e, uma ceva gelada e o rapaz logo tava inteiro novamente. Partimos para as grades de proteção que separavam o pessoal "A" do "B", os muros do "apartaide".

Depois de um certo atraso, entra o Hell on Wheels, banda sueca que, ninguem sabia nada. As únicas e batidas informações são que, já fizeram turnê com Belle and Sebastian e White Stripes, cabe ressaltar que, a turne mencionada foi, de um show apenas. Malditos jornalistas. Outra coisa de respeito é o nome "inferno sobre rodas" é algo no mínimo mais do que a fude. Logo no começo do show, eu e o Jax já ficamos nos olhando e, sorrindo nos primeiros acordes. Muito massa a banda. Mesmo sem uma identidade muito definida, o som da banda girava em torno de várias coisas que curtíamos, lembrava várias coisas. Ouvimos ecos de anos 80, Buffalo Tom e, o primeiro album dos Smiths, sabe-se lá, como são os discos da banda. Realmente gostamos muito do show desta banda, eu perticularmente.

Se não fosse o som ser bom, o guitarrista e, vocal da banda Rickard LindGreen tinha uma guitarra linda, toda preta, enorme e, diversos momentos do show ele ligava um pedalzito de distorção que, emulava Neil Young. Distorcia todo o som da banda mas, emulava Neil Young e, isto é massa. A baixista Asa Sohlgren fazia uns backing vocals estratégicos em algumas músicas. Quando o show terminou, todos ficaram agradecendo muito e, acredito, foi um show que eles não esquecerão, nem eu.

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