Domingo
Escuto uma música sem nome me sento na poltrona e tomo meu café, curto as lembranças e lembro dos problemas. Estimo as amizades, curto os momentos assim como, quando estou só. Cultuo a mim mesmo pra não precisar de mais nada, não tento me consolar e, deixo a consciência trabalhar. Me espetando, alfinetando, machucando e me mudando, deixando cicatrizes, deixando sangue escorrer pelos ouvidos...
Não tenho medo e nem receio. Como se não tivesse chances de mudar tudo, amarro minhas mãos e me consolo por saber que, na vida sou fraco e, me entrego a meus amores sabendo que é muito mais fácil tocar minha guitarra do que responder a uma pergunta sobre nós dois.
O perfume entra pela janela e, me faz apenas suspirar, cruzo as pernas e vejo a luz do sol entrar aos poucos dentro de casa. Tudo se ilumina mas fico na sombra, esperando que o despertador toque e me acorde.
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