Proofs
Não existia nada, decidi montar a Proofs. Queria uma banda legal, pra fazer músicas, fazer shows, gravações, participar do cenário musical e curar minha fome por roque. Tentei por 4 anos, fazer uma banda séria. Brigamos, nos desentendemos tentamos soluções e, uma coisa que sempre acontecia era eu, louco pra tocar, ligando pra todos para marcar ensaios, tentando levar a banda para alguem lugar, empurrar quem estava fazendo corpo mole e tudo mais.
O fato é que me diverti muito com a banda mas nunca chegamos a lugar nenhum, além disso, tive diversos momentos de tristeza justamente por ter alta vontade de tocar e alta seriedade em relação a banda e não era compartilhada com meus comparsas. No início deste ano, comecei a encarar que a Proofs era apenas diversão, nunca chegaria em lugar algum e por coincidência, a caixa do nosso baixista estragou e por isto ficamos desde o início do ano sem tocar.
Neste meio tempo, surgiu a parada com o Jacques e, surgiu a Salão Fígaro. Precisavam de um baixista e, eu tava afim mas não tinha baixo. Acabou que o cabelo, baixista da Proofs, me ofereceu o baixo pra mim tocar, até porque ele não estava com vontade de tocar mesmo. Quando as coisas com o Jacques e com a Salão começaram a esquentar, o cabelo acordou. Começou a ficar com vontade de tocar com a Proofs. Os papéis se inverteram e ele começou a me procurar e tentar agilizar um ensaio. O ensaio não rolou porque eu fiquei doente. Ele disse que se tapou de nojo porque não tocamos e largou tudo de mão. Neste meio tempo inclusive ele decidiu que precisava de grana e ia vender o baixo. Coloquei minha caixa a venda pra poder comprar o baixo dele.
Pra resumir, ele desistiu de vender o baixo. Está interessado em pegar o baixo de volta e ainda falou que conseguiu gente para "acolhe-lo", isto como se alguém tivesse parado de tocar com ele. Como se alguém tivesse tirado ele da banda. E esta é minha dor de cabeça de hj, pelo menos até as sete da noite. Fico com medo de perder o baixo, não tenho dinheiro nem pra comprar uma guitarra, quem dirá um baixo.
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