Blanched
Há muito tempo que eu incomodava o Leonardo e o Douglas para que eles fizessem um show e eu pudesse assisti-los ao vivo. Pois, valeu a pena esperar. Foram momentos de muita emoção, fechei os olhos e deixei o som entrar pelos ouvidos e tocar fundo no meu coração. Beleza é o que posso falar da apresentação deles. Muito noise, coisa que sou chegado e, muito peso, na medida certa, combinada com a flautinha discreta e maravilhosa em meio ao caos das guitarras magníficas do Douglas e do Léo. Felizmente a participação do Muriel nos teclados não atrapalhou o som, melhorou muito. Isto que era uma incógnita para muita gente, muitos ficavam com medo da Blanched com teclados mas nada ficou a desejar, o cara tocou na medida certa, não atrapalhou e apareceu o suficiente.
Acredito também que o Douglas deixou mais bonita a banda. Posso comparar com a banda antes com o Israel através do ep “Ter estado aqui” e tipo, o Douglas melhorou muito o som. Lembrou muito meus heróis Lee Ranaldo(Sonic Youth) e Johny Greenwood(Radiohead).
Depois que a banda acabou mais momentos emocionantes com a celebração nos fundos do Tequila com a Madi, o Marcos e o Rique. Depois da celebração voltamos pra festa e dançamos “happy songs” com direito a uma banda inteira no palco do Tequila fazendo o Air guitar ao som de Sex Pistols. Lindo, emocionante.
A Supermozart tocou e tipo, ainda tem muito o que tocar, vários medos que tenho, se mostraram no show deles. O zumbido do Zoom, a frieza da bateria eletrônica, a falta de peso das guitarras, todos é claro, problemas facilmente corrigíveis com a entrada de um baterista e o uso de pedais analógicos. Resumindo, linhas de programação demais no som da banda.
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