21.5.03

Ainda sobre a Proofs

Ontem, eu e o cabelo, baixista da Proofs/Esteban nos encontramos depois do serviço pra bater um papo sobre a banda. Faz uns 5 meses que não ensaiamos porque a caixa dele estragou e ele ainda não arrumou. Neste meio tempo, comecei a tocar com o Jaques e parei um pouco de correr atrás do pessoal da Proofs para tocar, afinal eu sempre me iludia com a banda e acabava ficando triste com isto.

Falei pra ele que minha ilusão com a banda tinha acabado, ele sempre foi meio desleixado com isto e falei pra ele que eu estava igual e agora, eu sabia o que era a Proofs. Diversão, apenas isto. É uma banda que se encontra de vez em quando e toca o que quer sem ensaiar muito sem ser muito séria e sem fazer shows e gravações.

A primeira coisa que perguntei a ele foi a respeito de suas intenções com a banda. Falei pra ele que a banda era esta coisa descompromissada porque, em primeiro lugar ele e os outros três, não levavam muito a sério a coisa, além disso, ele improvisava demais e sempre tocava coisas diferentes a cada ensaio e isto acarretava em nossas gravações cheias de erros. Além disso as gravações sempre tinha sido num take só e, agente sempre errava alguma coisa justamente por nunca realmente, fechar as músicas. Por estas atitudes que agente nunca tinha gravado alguma coisa realmente bem gravada e só fizemos um show durante os 4 anos que tocamos. Fiz um cálculo, de que se ensaiássemos uma vez por mês nestes 4 anos, tinhamos tempo de sobra para tocar direito e tocamos muito mais vezes do que isto.

Dei o exemplo de minha parceria com o Jaques que em apenas 4 ou 5 ensaios, sem infra-estrutura nenhuma, que já tinhamos umas oito músicas, ainda na comparação, disse que eu e o Jaques não tínhamos frescura, se eu mostrava uma música, agente tocava, alterava alguma coisa e tocava e vice-versa. Coisa que não acontece com o cabelo porque ele não gosta muito que eu traga as músicas porque diz que agente é uma banda e tem que criar juntos. Falei em vaidade e ele disse que eu tb era vaidoso e tinha ego, respondi pra ele que se ele chegasse com uma música feita por ele, eu a tocaria e não ficaria reclamando que não tinha feito nada.

Uma hora ele disse que não me queria tocando junto se eu fosse desleixado, eu disse que seria desleixado que nem ele e que nem os outros porque não precisava ser diferente. Daí ele teve uma crise e disse que ia vender tudo e tal. Perguntei pra ele denovo, o que ele queria tocando. Ele me respondeu que queria gravar uma música, bem gravada e bem produzida. Disse pra ele que deveria escolher uma música então e, em 3 ensaios “sérios” fecharíamos a música e então iríamos para o estúdio para gravá-la.

Disse pra ele que acima de tudo, gostava pra caramba de tocar com eles, das músicas e tudo mais porém, queria tocar em algum lugar, mostrar as músicas afinal, muitos sabem que eu toco, querem ouvir mas, não podem.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Este comentário só será exibido quando eu aprovar.