We're a happy family...
A coisa aqui em casa está preta. Júlia está levando uma vida perigosa para ela e triste para as pessoas que gostam dela. Uma hora ela irá se dar conta que é preciso fugir de roubadas, procurar ao máximo, viver e ser feliz mas evitar problemas. Fico preocupado com o rumo que as coisas estão levando. Agora podem estar tranqüilas as coisas mas, o futuro é muito arriscado para quem tem a perder.
Rezo por ela.
Eu não tenho e nunca fiquei tão perto do perigo. Fiz coisas piores e nunca me sujei tanto aqui em casa e, na rua. Agora, estou dentro de casa, desempregado e carregando além desta, a cruz de minha irmã também. Estou sendo atacado e nem sou tão ruim assim. Estou levando porrada e se estou acabando com alguma coisa agora é com o rumo da minha vida e à princípio, só eu me prejudicarei mas, estou carregando, a culpa de tudo.
A Clotilde, condena tudo mas ela não é santa. É muito mais fácil acabar com uma pessoa, tomando calmantes e outros remédios de tarja preta do que a própria cocaína. Estes são vendidos em farmácias e não carregam preconceitos de outras pessoas. Apenas de alguns, como eu que já estiveram por perto destas coisas, eu sei o mal que faz por ver as pessoas tomarem estas drogas. Ela chora o tempo todo e colhe os problemas de todos carregando pra si e gerando uma culpa que não existe. Existe a bebida e o remédio.
O Clóvis, por sua vez. Reclama da situação mas age de forma errada. Ele colocou Júlia na parede e por pouco não fez de sua vida um inferno porque, se ela escolhe sair daqui ele ia ficar uns quinze anos longe dela até ter sua vida ter um prazo. Ele reclama que Clotilde bebe e vai dormir cansada mas, pra ele é muito melhor, fica sentado em sua poltrona, assistindo a Tv a cabo até tarde para, então, dormir. Além disso, cultiva uma sr, em Novo Hamburgo e acha que ninguém sabe ou suspeita. Triste.
Eu por minha vez...não direi...
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