14.1.03

NOITADA MONSTRO

Ontem a noite fui no Dr Jeckyll assistir aos shows da Mechanics, de Goiânia e a MQN, de Porto Alegre. A outra banda, Sapatos Bicolores eu nem tive muita vontade de assistir. Já tinha escutado que eles tocavam rockabilly e eu não tenho muita vontade de ouvir isto.

O Mechanics foi ótimo, som garageiro ao extremo, pitadas de Jon Spencer, aliás, muitas pitadas pois o o vocalista era visivelmente influenciado pelo rapaz até nas coreografias e no modo de cantar. O baixista lembrava um pouco Supersuckers, usando um chapéu de cowboy. Não escutei o álbum e, acredito que aquela performance que eles fizeram no palco do DR Jeckyll dificilmente ficaria fiel se gravada dentro de uma sala fechada mas, ao vivo eles são muito bons. A banda estava contagiada pelo público que era grande dentro do bar.

Depois, pintou a Walverdes que pra variar já começou quebrando tudo. No início do show eu fiquei nas escadas sentado, hipnotizado olhando o Marcos tocar e, o cara é incrível, com certeza, ele e o Marcelo(Girlish,Screams of Life) são os melhores bateristas de bandas gaúchas com toda certeza. O Patrick estava inspirado para os vocais e arriscou diversas vezes em músicas que ele nunca tinha cantado. Em Câncer a banda deixou o público do Dr. Jeckyll viajando e com os ouvidos zunindo por muito tempo. Acredito que tocaram músicas novas tb pois algumas eu não me lembrava e tb porque tinha uma característica mais pra Anticontrole do que pra 90º. Durante uma música, Classe média (acho eu porque afinal eu estava meio bêbado), o vocalista da Mechanics subiu ao palco, acompanhado por um outro cara que devia ser um jogador de basquete goiano perdido no bar porque passava dos 2m de altura. Cantaram e trouxeram o clima “Jon Spencer” no palco da Walverdes. O vocalista dava pulos e batia de costas no Mini, no Patrick e corajosamente no “jogador de basquete” que lá estava.

A noite resumiu nestes dois shows e na compania da galera do apanhador, o James, o Leonardo Fleck(Blanched), o Charles Pilger, o Mauricio e o ???. Além de um pequeno papo,com o Cidade, da Viana Moog, sobre plágio por “ressonância mórfica” entra a Viana Moog e a minha antiga banda Proofs.

Noitada ">Monstro, pode acreditar...

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